Os anos 80 foram muito difíceis para os países do chamado Terceiro Mundo. Altamente endividados, recorreram a todas as espécies de planos econômicos, com o objetivo de resolver suas dificuldades.
Aventuras de todas as espécies foram tentadas. Entre vários cortes de 3 zeros, o Brasil passou pelo Plano Cruzado e a continuação, o Cruzado 2. Como todo filme ruim, a continuação foi muito pior que o original. O mesmo aconteceu com os Planos Verão 1 e 2. O pior de todos foi o "Tiro no Tigre" ou qualquer outro nome que se queira dar ao Plano Collor.
Até que finalmente, o Plano Real começou a colocar ordem na casa. Não vem ao caso, discutir o que deu errado nos planos anteriores e o que foi feito de diferente nesta última tentativa. O que importa é que com todas as correções de rumo que foram necessárias e com alguns retrocessos que acontecerem, algumas conquistas ficaram.
Precisamos ficar atentos para evitar as armadilhas que o excesso de euforia que inundou o país depois que a crise iniciada em 2008 (e que não parece ter hora para acabar) colocou as economias desenvolvidas em xeque.
Um excelente sinal de alerta é o que está acontecendo com os nossos vizinhos argentinos. Passaram por muita coisa parecida com o que nós passamos, tiveram momentos em que pareceram ter colocado todos os seus problemas para trás, até que, de medida errada em medida errada, voltaram no tempo. Hoje, brigam com índices de inflação verdadeiros e mentirosos, brigam com a imprensa que malevolamente mostra uma realidade feia, brigam, brigam, brigam e cada vez se atolam mais.
Precisamos aprender para não repetir os erros que já fizemos antes. Precisamos parar de cometer alguns erros que estamos cometendo. Estamos surfando uma boa onda, mas estamos sacrificando parte de nosso futuro por um presente de aparências.
Precisamos aprender!
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